domingo, 5 de novembro de 2017

Preconceito


         O preconceito seja racial ou não sempre foi algo muito discutido por todo canto do mundo. Objeto até mesmo de reuniões governamentais, o mesmo desencadeou e desencadeia a cada instante polêmicas.
         O preconceito é algo mesquinho da parte de nós seres humanos, discriminar alguém por sua cor, religião, seu peso, partido político ou incrivelmente time de futebol é realmente de dar nojo.
         Todos nós temos uma escolha e maneira de pensar, acatamos aquilo que nos agrada, nascemos diferenciados e portanto o respeito mútuo é mais que importante.
         O fato de desprezarmos alguém por motivo de seus detalhes físicos ou suas escolhas, estamos mostrando o nosso pequeno tamanho e a nossa grande mesquinhez.
         O preconceito no Brasil ainda fica muito abaixo se comparado a outros países, como é o caso de nações onde a religião islâmica é ditada a todo o povo e ai daquele que não seguir tal crença, simplesmente a morte o aguarda. Isso nada mais é do que um grandioso preconceito para com as demais religiões, na cabeça de tal gente nenhuma outra serve somente a deles.
         Há casos também de brasileiros cujas religiões eram o cristianismo que ao chegarem em nações onde o budismo predominava, foram simplesmente deixados de lado como indivíduos sem serventia alguma.
         Mas voltando aqui ao Brasil, a pouco tempo atrás ficou voando aos ares um comentário de que nordestinos vindos de mala e cuia à capital paulista, ao chegarem eram caçados e exorcizados por jovens paulistanos pelo simples motivo de virem do nordeste brasileiro.
         Na questão de empregos existe aí um grande preconceito por parte dos empregadores em dois quesitos, altura e peso. Muitas empresas alegando necessitarem de funcionários com uma alta estatura, por motivo de possuirem serviços em que a mesma é exigida, deixam de contratar uma pessoa de baixa estatura mas capacitada. O mesmo ocorre com o quesito peso, muita gente não encontra emprego por fazerem parte do time dos gordinhos.
         Os negros todos sabem sempre foram alvo de todo e qualquer tipo de preconceito, nas questões trabalho, escola, política, esportes em geral e até mesmo vida sentimental, onde negras e negros foram e ainda são desprezados no momento de conseguirem um par romântico.
         A mais conhecida e estudada fase de preconceito contra negros é com certeza o período da escravidão, onde os brancos europeus aprisionavam crioulos e os faziam de instrumentos para trabalhos de seus interesses. Não resta dúvida de que os negros foram aprisionados e escravizados, simplesmente pelo ódio e nojo dos brancos europeus para com suas cores.
         Ainda hoje principalmente em nosso país, negros penam dentro de empresas em serviços brutos e pesados pelo fato de não conseguirem promoções dignas de suas capacidades, apenas por serem de peles escuras.
         No entanto, não somente os negros como muitos outras raças teoricamente “diferentes”, são visadas negativamente na questão capacidade para trabalho, o preconceito prevalece e muito no momento de uma contratação ou mesmo promoção.
         Mas o preconceito apresenta-se em vários tipos, como é o caso do fator pobreza. Dificilmente uma família bastarda privilegiada por uma boa grana, aceita que um humilde rapaz ou uma simples moça ingresse através de um casamento em sua família, a não ser que seja mais ou menos como a história dos teimosos Romeu e Julieta que batalharam até o fim independentemente das circunstâncias que os afligiram.
         O preconceito é algo que destrói nosso eu, sem que percebamos. Todos nós temos capacidades e potencialidades escondidas atrás de uma pele escura ou bem clara, de um peso um pouco acima do normal, de uma conta bancária que nenhum centavo apresenta ou de uma crença tida como “esquisita”. Dessa forma o fator respeito, deve se fazer presente em toda e qualquer relação humana, nos trazendo a imparcialidade para não sermos injustos com quem é capaz e deixando de lado o maldito e cego preconceito.


Douglas S. Nogueira

Entes Queridos

       Pessoas amadas e queridas, entes que se foram. Muitas vezes da forma mais lastimável e inconseqüente.
         Perder um ente querido é como perder um membro do próprio corpo, a dor imensa percorre sem a mínima piedade e acaba nos levando a um profundo e temeroso abismo do martírio da separação da carne.
         Em diversos momentos na caminha da vida não valorizamos as pessoas que ao nosso lado se encontram, principalmente familiares que são pedaços verdadeiros e gigantescos de nossas vidas. É por essa razão que ao perdermos um ente, somos tomados em diversas ocasiões por uma chuva de remorso e arrependimento, a dor então é aumentada a cada instante, ao olharmos deitado no caixão florido um pedaço de nós não valorizado, aí então o que nos resta é a abundância das lágrimas e os lamentos de um coração baleado que ainda sobrevive em nosso ser.
         Aquelas tardes de domingo que se foram e agora nada mais fazem do que atingirem com furor nossa lágrimas, são realmente um castigo a ponto de nos fazer gritar por dentro lamentando o não aproveitamento de tais tardes.
         Evitar palavras agressivas e atitudes constrangedoras aos entes queridos ou não, prepara nossas almas com isenção de remorsos futuros no dia da partida lastimável. Filhos que maltratam seus pais de maneira impensável ou vice-versa, mal sabem o tamanho do sentimento incômodo e feroz que terão que carregar se acaso forem veladores dos corpos de seus entes.
         A dor da perda e a separação carnal são amenizadas se o mínimo devermos para aquela pessoa querida, se durante a vida da mesma amigavelmente a ajudamos, a respeitamos e apreciamos sua presença em nosso meio. Agora do contrário, o que nos resta é mergulharmos de ponta cabeça no mar do temido remorso.
         A vida é curta e os momentos excelentes são mais curtos ainda, pessoas agradáveis e queridas se vão em frações de segundo, portanto nada mais inteligente do que valorizamos nosso entes como se fossem os maiores bens que possuímos. Brigas, discussões, constrangimentos e desacertos entre família, devem ser exterminados do convívio fraterno. Nossos lares devem então possuírem a forma do paraíso, a porta da paz e o âmbito da alegria.
         As vezes uma palavra que falamos a um ente é o suficiente para magoá-lo de tal forma, que essa mágoa é imperdoavelmente levada para sepultura, onde jaz nosso ente então se despedirá de nós sem proporcionar a oportunidade de uma despedida mais cômoda e menos dolorosa.
         Ultimamente, tais palavras que escrevo podem até mesmo serem consideradas utopia, já que a febre do momento são conflitos familiares, seguidos de mortes, tragédias, desastres internos nos lares. Mães assassinadas, filhos exonerados e executados de formas inexplicáveis pelos próprios pais, trazem à tona uma grandiosa e triste realidade, não existem mais entes queridos e sim entes inimigos.
         A morte é uma conseqüência da vida teoricamente inesperada e imperdoável, principalmente quando se trata de nossos entes. Nada mais agradável, inteligente e cômodo do que preparamos esses dias futuros e inevitáveis, com dias atuais de amor, respeito, proximidade, fraternidade e carinho transformando nossos lares em locais isentos do problema “remorso após morte”.
         Cada abraço em nossos entes, cada sorriso, cada partícula de amor que lhes entregamos, prepara nossas almas e consciências para o amanhã temido da partida não retornável da pessoa querida. Portanto, o presente com eles devem ser momentos de valor e não de rancor, de alegria e não de tristeza, pois assim no dia em que no caixão estiverem em meio à flores coloridas e a dor da saudade, nada nos incomodará alem do sentimento natural da falta sentida de um ente que se foi.


Douglas S. Nogueira

Cocô e Xixi na Bimboca do Seu João

Bimboca feia pequenina,
Em beira à esquina,
Do bairro Santa Inês
Na cidade de Moruamba.

A gatinha Geraldina e o cão Feliciano,
Amizade surpreendente do século XXI.
Reinam felizes e radiantes,
Na bimboca do Seu João.

O cheiro a levantar,
No explanar de toda manhã.
Cocô e xixi a cheirar
Pelo ladrilhar da Rua Tarumã.

Seu João envergonhado
Ganhando fama de porcalhão,
Luta constante com Feliciano e Geraldina,
Por um pouco mais de educação.

O odor insuportável,
Ganha manchetes de jornais.
A bimboca do Seu João,
É privada de animais!


Douglas S. Nogueira

Igualdade entre os homens

Você sabe qual o lugar onde existe igualdade entre os homens? O lugar é o cemitério, isso mesmo cemitério. É lá em meio ao canto dos pássaros, o cheirar das flores, o balançar das folhas das árvores e o suave sopro do vento que a diferença material e social é exterminada.
Não há como negar o ser humano por mais humilde de espírito que seja, sempre apresenta faíscas de arrogância e orgulho, popularmente dizendo, a quase todo instante “se acha”.
Nosso viver é movido por conquistas, pelo objetivo de bens materiais e obsoletos que nada acrescentarão ao sono eterno que absolutamente teremos.
Quanto mais bens adquirimos mais parcelas de ganâncias tomam posse de nossos eus, menos pensamos no próximo e mais torcemos para que jamais ele chegue no status que chegamos, somos realmente pobres de espírito, bondade e justiça.
Nas ruas ao encontramos um andarilho, sentimos nojo daquele ser injustiçado pelo destino e agimos com displicência em relação à desgraçada situação daquele pobre humano, e ainda com alta voz de superioridade dizemos: coitado! Quem somos nós, uns meros mortais e comida preferencial de vermes, para agirmos assim?
         É por isso que Deus com seu alto poder de criação, determinou um dia no seu plano misterioso e estratégico, que a morte seria algo que nenhum homem escaparia, fosse ele rico ou pobre, negro ou branco, e que ao deitar para o sono eterno, o seu poder, status, a sua arrogância para com o próximo seria exterminada e motivo até mesmo de vergonha, já que da criação do mundo até os dias de hoje, muitos ao presenciarem um velório de uma pessoa até então “poderosa”, dizem: cadê o poderoso (a)? Tinha tanto e agora nada levará, além do que será comido por bichos assim como um simples pobre.
         A vida é algo passageiro, no entanto na cabeça de muitos homens, isso não é verdade, o dinheiro, poder e status cobre tudo isso até mesmo a irreversível morte. Quanta arrogância! Quanta ignorância! Percebe-se aí, que a sabedoria em parceria com a inteligência passam longe da mente de tais pessoas.
         O fato descrito não é religião ou crença a ser seguida, porém a maneira correta a ser vivida, com humildade e justiça, para que não sejamos motivo de alegria de outros ao mergulharmos no sono eterno. Desprezar um pobre homem e humilhá-lo de maneira lamentável é simplesmente condenar a nossa imagem a desgraça da triste morte.
         Parece que é difícil muitos homens entenderem o que é igualdade, pois muitos desses já tomados pela ilusão dos bens que possuem andam em forte parceria com o orgulho e egoísmo.
         Mas a vida não se preocupa com tais homens e atitudes, sabe ela que a igualdade lá no cemitério em meio à sepulturas desoladoras virá, queiram eles ou não e tudo de ruim ou humilhante que praticaram contra o próximo será sepultado e o desfecho somente o além dirá.
         A desigualdade cultivada entre os homens é algo que não se limita apenas ao âmbito social, onde diferentes pessoas se encontram e sim também ao familiar apresentando inúmeros casos de divisões entre familiares pelo motivo, desigualdade financeira; somos ricos e eles pobres!
         A morte a cada dia prova a humanidade que ela é irreversível e nem mesmo o poder ilusório do dinheiro consegue pará-la. O cemitério lugar de igualdade mostra também que seremos uma coisa só, quando pelos portões, mortos passarmos, seremos então comida de bichos, vermes.
         Somos iguais queira nosso orgulho ou não, as diferenças assim como a vida são passageiras, elas irão embora, ficarão no acaso, na memória de quem permanecer um pouco mais nesse território de arrogância e ilusão. O cemitério nos espera, para assim nos despir do egoísmo e vestir - nos da igualdade da morte.


Douglas S. Nogueira

As Fases e as Transições

Nossas vidas são feitas de fases e transições. Enquanto fetos somos humildes, subordinados aos desejos e gostos da mãe que nos gera, sentimos vontades, porém é ela que nos supri. As minúsculas sensações que sentimos são de acordo com as que ela sente, nada mais que isso.
         Próximo de nossa vinda ao mundo, iniciamos então a criação de uma arrogância que permanecerá por todo o trajeto que tivermos na Terra, já sentimos então que somos capazes de sobreviver em meio ao mundo cruel que nos espera e portanto a insistência em sair daquele ventre torna-se incessante, chutamos, brigamos, judiamos de nossa mãe que por sua vez corre ao hospital mais próximo para satisfazer nosso desejo de enfrentar a vida cruel.
         Nascemos, passamos então a fazermos parte do time dos insensatos, orgulhosos, daqueles que se acham. Gritando nas mãos do médico, esbravejamos nosso desejo de aparecer e não dependermos mais de ninguém.
         Passado algum tempo como bebês e nenês, nos tornamos crianças, que são respeitadas até pelos mais rudes e sem coração. Vivemos ali abaixo da tutela de nossos pais e parentes, mas não gostamos muito dessa idéia de inferioridade, porém temos que conviver com ela por um longo período, no mínimo até a pré-adolescência fase essa que começa a nos entregar pensamentos avançados.
         É chegada a adolescência, a arrogância toma de vez conta de nossas vidas, os conselhos dos pais passam a serem inúteis e os nossos desejos interiores são mais fortes que tudo, entretanto confusos e “semi-loucos” ficamos, não sabemos realmente para onde devemos seguir dali em diante, besteiras ocorrem, e vivemos dessa forma até o início da fase de transição para a vida adulta, período esse que queremos de uma vez por todas a independência, nos tornando motoristas, tendo um dinheirinho próprio, namorando, enfim, livrando nossas vidas definitivamente da tutela dos pais que nos fizeram.
         Na mocidade ou juventude, iniciamos um trajeto de amadurecimento. Nossa arrogância diminui, os conselhos dos pais, parentes e outros mais vividos tornam-se indispensáveis para seguirmos, e o mais interessante é que já não nos arriscamos tanto como nas fases anteriores, pensamos mais para agir.
         A vida adulta entra em nosso caminho, chega o momento de casarmos, nos formar em um curso de vital importância para darmos exemplos de grandeza aos filhos que virão, além do que mesmo com uma arrogância menos intensa, não suportamos mais que principalmente nossos pais se intrometam nos caminhos que pretendemos dali em diante trilhar.
         Formados, casados e trabalhando para o desenvolvimento e sustento familiar, iniciamos planos para o bem-estar de nossos filhos focando alguns anos a frente. Os filhos crescem, se desenvolvem e começam a agir mesmo que tentamos intervir da idêntica maneira que agimos no passado com nossos pais, a ingratidão deles para conosco é grande.
         Chegamos à velhice, aposentados, filhos criados, casados também. Nessa fase refletimos sobre tudo aquilo que erramos, as oportunidades que desperdiçamos e os bens que conquistamos. Nossos pais infelizmente já mortos, são lembrados como heróis e uma dor profunda por não ouvi-los um pouco mais nos aflige.
         Morremos, o que fizemos de bom poucos se lembrarão, mas nossas falhas, arrogância aflorada essas serão detalhes inesquecíveis para muitos. Nossos filhos chorarão, mas como seres humanos agirão praticamente da mesma forma que nós, pois a vida é um ciclo estruturado de fases e transições, nascemos, vivemos e morremos.



Douglas S. Nogueira

Late, Late, Mal Criado!

No amanhecer do dia,
Lá vai Severina,
Com seu cãozinho ao lado
Mal criado a segui-la.

Rumo à padaria da esquina
Latindo desvairado,
Totó late mal criado,
Acordando toda rua do bairro Geraldo.

Não há quem possa parar,
Aquele latido a gritar
Mal criado a zunir,
Incomodando todo ouvir.

Severina não autoritária,
Lamenta o incômodo,
Chegando à padaria
Dá-lhe um chute no estômago.

Cessando a dor, Totó recomeça.
De volta para casa, latindo desvairado
Um pouco cansado,
E a vizinhança esbravejando,
Late, late mal criado!


Douglas S. Nogueira

A resultante da separação

         A separação de casais não é algo muito agradável, nem mesmo digno de aplausos, porém como se sabe muita das vezes se faz necessário por motivo da infelicidade que cerca os envolvidos. Mas e os filhos onde ficam nessa situação, como se sentem e o que a separação dos pais pode refletir na vida deles? O fato é que a separação entre o casal ocorrendo, certamente abala a vida dos filhos e de tal forma que muitos acabam por se deprimindo e não vendo mais motivos para viver.
         Muitos casais pensando no mal mental que a separação irá causar em seus filhos, procuram resolverem essa questão no sigilo mais absoluto possível, no entanto essa forma de resolução é questionável, já que na hora em que divulgarem aos filhos a decisão, o baque será imenso, isso se logicamente houver grande amor dividido por parte dos filhos em relação ao pai e a mãe.
         Em contrapartida, há casais que apresentam frente aos filhos uma guerra constante. Brigas e mais brigas de todas as proporções existentes, chegando ao ápice da agressão física, e diga-se de passagem, por parte tanto do pai como da mãe.
         É claro que fica aquele pensamento costumeiro por parte de quem lê esse artigo. “Mas se os filhos já são grandes e criados, eles se superam.” Negativo! Seja bebê, nenê, criança, adolescente, jovem ou adulto, a separação dos pais causa nos filhos uma tristeza profunda, que como já dito pode levá-los a uma fase deprimente, a qual pode causar danos mentais irreversíveis, pois quem não deseja ter uma família unida e feliz? Quem? Além do mais, ex-maridos e ex-esposas existem, entretanto ex-filhos não, e os mesmos sofrem interna e profundamente pelo fato de que não terão mais aquele calor vindo dos pais, duplicado pela união dos dois.
         Aliás a separação do casal, causa também grande receio seguido de um considerável trauma por parte daqueles filhos já mais crescidinhos. Crianças, adolecentes ou jovens ainda não casados, podem pensar o seguinte; “Será que vou casar e viver dessa forma? Então é melhor não casar.” Aí volta aquele ponto dos casais, que procuram resolver tudo as sete chaves para evitarem um desacerto mental nos filhos, olhando por esse ângulo estão mais do que corretos.
         O pior de tudo isso é que muitos pais após separarem-se, iniciam uma conquista das atenções totais dos filhos. Explicando, partem para uma espécie de “jogo sujo”. Se os filhos tiveram a opção ou mesmo uma situação forçada de viverem com o pai, ouvem eles que a mãe era isso ou aquilo, que não prestava literalmente, da mesma forma se ficaram ao lado da mãe, na maioria dos casos são ouvintes de defeitos até então escondidos do pai.
         É claro que diversos casais separam-se amigavelmente e não agem dessa forma de maneira alguma, por motivo até de uma ética que possuem.
         Um fator interessante e outro lado da moeda é que na separação do casal além dos filhos que se tornam as maiores vítimas do ocorrido, as famílias de ambos se separam também (irmãos, irmãs, primos, primas, tios e tias, mães e pais) e em diversos casos, aqueles familiares que já não iam muito com a fachada do marido ou da esposa comemoram, além do que passam a apresentarem a todos tudo o que sentiam de ruim em relação aquela pessoa que não gostavam, dizendo: “Sabia que ia fazer isso com você!”. Todavia, em uma separação há familiares de ambos os lados que não concordam com o ocorrido e lutam pela reconciliação dos dois.
A constituição de uma família que tem como os “cabeças” o marido e a esposa, deve ser bem pensada e planejada nos mínimos detalhes para que a necessária separação que pode vir a ocorrer seja evitada, pois quem sofrerá mais do que o casal separado, serão os filhos que ficarão com a tarja de maiores prejudicados.


Douglas S. Nogueira

Preconceito

         O preconceito seja racial ou não sempre foi algo muito discutido por todo canto do mundo. Objeto até mesmo de reuniões govername...